O processo natural de envelhecimento provoca a diminuição de cerca de 28% na densidade de algumas redes de células cerebrais. Estas células desempenham um papel determinante na memória e em outros processos mentais, que se degradam lentamente com o envelhecimento, e diante da doença de Alzheimer, todo este processo acontece de forma muito mais rápida.O Mal de Alzheimer é caracterizado por uma desordem neurodegenerativa, crônica e progressiva onde, entre os neurônios, formam um enovelado que dificulta a condução de estímulos e assim, as sinapses vão acontecendo a cada dia com mais dificuldade. Acontece a perda seletiva e simétrica de neurônios motores, sensoriais e do sistema cognitivo, acarretando perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, afetando também áreas da linguagem, além de produzir alterações no comportamento. No envelhecimento normal ou senescência, o cérebro também atrofia, mas na doença de Alzheimer há uma superposição no grau de atrofia, quando comparado a pessoas da mesma idade saudáveis.
Há no nosso cérebro proteínas betaamilóide, localizadas nas membranas dos neurônios.
Em condições normais, essas proteínas são quebradas por enzimas e os seus fragmentos perdem-se em meio às células, sem oferecer danos ao organismo humano. Por motivos ainda desconhecidos, na doença de Alzheimer, outras enzimas entram em ação para dividir as precursoras de betaamilóide. Elas quebram essas proteínas no lugar errado e dessa interação inadequada, surgem novas proteínas, tóxicas que vão se depositando no cérebro formando as placas senis. Essas placas formam uma barreira para a comunicação entre os neurônios, dificultando a transmissão de estímulos realizados através de sinapses. As placas senis vão se acumulando formando novelos neurofibrilares, cujo número é proporcional à gravidade da deficiência, sendo numerosos na fase avançada da doença. São muito abundantes no hipocampo e em regiões associadas do córtex, enquanto as áreas como a visual e os córtices motores são relativamente preservados. Isto corresponde aos aspectos clínicos de acentuada deficiência da memória e do raciocínio abstrato com preservação da visão e do movimento.
Há também outra proteína de grande importância no funcionamento cerebral – a Tau, responsável pelo transporte de nutrientes no cérebro. Na doença de Alzheimer esta proteína também é desestabilizada. Sem comunicação, sem receber estímulos, sem receber o alimento necessário – oxigênio, água e glicose - os neurônios morrem, em uma velocidade muitas vezes maior que no processo natural de envelhecimento ou senescência.
O funcionamento do cérebro afeta direta ou indiretamente o funcionamento de todos os órgãos do corpo humano e assim fica mais clara a visão da ampla alteração causada pela doença de Alzheimer.
Muitos estudos têm sido desenvolvidos para compreender os mecanismos pelo qual a proteína beta amilóide se forma e se agrega, assim como o que acontece para a hiperfosforilação da TAU, mas ainda não há uma conclusão e possivelmente quando tudo isso for compreendido, estaremos próximo da cura da devastadora doença de Alzheimer.
Por tudo isso fica a cada dia mais claro, a extrema importância do “saber cuidar”.
Zulmira Elisa Vono - 2010 / Assessoria de Comunicação - Joseane Astério - Jornalista MTB 25.272?SP Produzido por: http://www.cw3.com.br As informações contidas neste site podem ser reproduzidas desde que citem a fonte.