Ao buscar conhecer a forma de inserção de idosos nos diferentes grupos de convivência, constatamos que várias são as razões da participação ou ausência destes. A necessidade de interação social, mais especificamente com indivíduos da mesma faixa etária, é um dos motivos apontados por eles. Ao participar dos grupos, percebem que sua vida mudou, não apenas fisicamente, mas, sobretudo a sua relação e presença no mundo. Grupos de convivência têm por objetivo compartilhar alegrias, afeto, amor, tristezas e conhecimentos, criar oportunidades para desenvolvimento de novas habilidades e competências, trabalhar a autonomia e a independência, propiciando suporte bio-psico-emocional e motivador para esta etapa da vida.
Ao participar de grupos, os idosos trabalham sua auto-estima, o prazer, a satisfação e alegria de poder estar com as outras pessoas em um espaço social, no qual podem realizar diversas atividades e ao mesmo tempo conversar, sorrir, dançar, desenvolver habilidades e competências, fortalecer laços e fazer novas amizades.
Workshop: "Viva bem com a idade que tem"
A oficina pretende abrir espaços para informações e reflexões sobre aspectos relacionados à prevenção e promoção da qualidade de vida no processo de envelhecimento, tais como relações sociais e comportamento, orientações nutricionais, atividade física, funcionalidade, mitos e verdades, sexualidade, memória entre outros.
Diante do processo de envelhecimento é importante que haja a adaptação necessária para viver e vivenciar mais uma etapa da vida. O autoconhecimento e aceitação das alterações físicas, psíquicas e emocionais propiciam ao indivíduo o próprio acolhimento. Ao se acolher, o cuidado acontece, a autonomia e independência se estendem ao longo dos anos e a pessoa idosa toma consciência do seu poder diante da vida.
As mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais que ocorrem durante o processo de envelhecimento, vão influenciar de maneira decisiva no comportamento da pessoa idosa. As atividades leves, individuais ou coletivas como caminhadas de baixa intensidade, a utilização de escadas ao invés de elevadores, jardinagem, atividades aquáticas, viagens turísticas e lazer terapêutico em geral, proporcionam melhoria na condição física e psicológica, auxiliando na realização de atividades da vida diária, permitindo que estas pessoas, a despeito de serem idosas, continuem prestativas e participativas e verdadeiramente incluídas em seu meio social.
O conhecimento do processo de envelhecimento bem como ações preventivas, são de suma importância para o envelhecimento ativo.
Um dos aspectos muito importantes a ser considerado é a alimentação. O excesso de gordura, carboidratos, alimentos industrializados e álcool, além de vícios como o fumo, em conjunto com o sedentarismo — muitas vezes justificado pela falta de tempo — colaboram para a instalação de patologias. Fazer escolhas saudáveis e mesmo assim saborosas é uma das estratégias para qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
Os avanços tecnológicos podem somar. Envelhecer com qualidade requer preservação da independência e autonomia. Saber explorar o que o avanço tecnológico nos oferece, é mais uma oportunidade de continuar exercendo as atividades da vida diária com dignidade.
Identifica-se a valorização da pessoa idosa, que participa de grupos de convivência, como cidadão, com direito, deveres e capazes de realizar múltiplas atividades, inclusive de coordenação do grupo, tornando-os responsáveis por diversas tarefas. Essa situação eleva a auto-estima, melhora a qualidade de vida e manutenção no espaço social onde vivem. Muitos se descobrem com características importantes até então não identificadas por eles próprios.
Zulmira Elisa Vono - 2010 / Assessoria de Comunicação - Joseane Astério - Jornalista MTB 25.272?SP Produzido por: http://www.cw3.com.br As informações contidas neste site podem ser reproduzidas desde que citem a fonte.