Certos medicamentos utilizados por pacientes com Alzheimer podem estar antagonizando no tratamento da doença, é o que aponta pesquisa
por HealthDay News tradução e adaptação: Kleyson Matos
Muitos dos pacientes com Alzheimer que estão tomando inibidores da colinesterase para retardar os efeitos da sua doença cerebral estão tomando também remédios que combatem o efeito desse medicamento voltado para o tratamento do Alzheimer, é o que diz um novo estudo publicado na Revista da Sociedade Americana de Geriatria.
Os ensaios clínicos têm demonstrado que os inibidores da colinesterase, como o Aricept (donepezil), têm um impacto modesto sobre o declínio funcional e cognitivo causado pela doença de Alzheimer, observou um grupo de pesquisadores do Instituto de Saúde e Pesquisa em Seattle. “Os inibidores da colinesterase são terapia primária hoje em dia para retardar o Alzheimer", disse a líder do estudo, Denise Boudreau em uma nota da imprensa. "Propriedades anticolinérgicas são freqüentemente encontrados em drogas geralmente usadas para tratar doenças gastrointestinais, alergias, incontinência urinária, depressão e doença de Parkinson, e podem ter efeitos negativos sobre a cognição em idosos. Há preocupação de que se alguém está tomando ambos os tipos de drogas - inibidores da colinesterase e medicamentos anticolinérgicos - eles vão antagonizar um ao outro, e nenhum vai funcionar”, explicou ela".
Boudreau e seus colegas analisaram dados de mais de 5.600 pacientes com 50 anos ou mais que vinham tomando inibidores da colinesterase prescritos a eles pela primeira vez entre 2000 e 2007. Sendo que desses pacientes, 37% também tomaram pelo menos uma droga anticolinérgica e mais de 11% teve dois ou mais medicamentos anticolinérgicos prescritos pelos seus médicos. Entre os pacientes que tomaram as duas classes de drogas, o uso dual geralmente durava três a quatro meses, mas uns quartos dos pacientes utilizaram ambas as classes de medicamentos por mais de um ano.
Os pesquisadores também descobriram que 23% dos pacientes que receberam uma nova receita de inibidores da colinesterase, já estavam usando um anticolinérgico e 77% dos pacientes que já utilizavam um anticolinérgico continuou a tomar associado ao inibidor de colinesterase. "(Após a pesquisa) É reconfortante que não observamos uma associação entre o uso simultâneo dos dois tipos de drogas e o aumento do risco de morte", disse Boudreau. "Mas o uso concomitante destas drogas não é a melhor prática clínica. "Pacientes com Alzheimer têm freqüentemente vários problemas de saúde, que podem ajudar a explicar porque os médicos podem prescrever medicamentos conflitantes para estes pacientes, disseram os estudiosos.
Fonte: Healthfinder SITE:http://news.psicologado.com/
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